BARALHOS
CRIATIVOS
Criação
de Textos e Histórias à partir de Baralhos Criativos
Durante a escolarização da
criança, especialmente nas series iniciais, o professor deve privilegiar o
desenvolvimento da criatividade da criança na produção de textos orais e escritos.
É importante que o aluno tenha oportunidade de expressar-se de todas as formas possíveis:
desde uma conversa espontânea, um diálogo entre colegas, um debate sobre um
tema escolhido pelo grupo de alunos que permitam liberar a imaginação, tais
como a elaboração de textos ou reprodução de textos lidos, de histórias e de
sequencias de gravuras, criação de personagens, fatos, ambientes, situações,
épocas entre outros, usando, por exemplo um jogo de cartas.
A produção de textos
escritos ou orais a partir de um jogo de cartas significa a realização de uma
leitura de imagens que podem, também, incentivar a leitura de textos e de
livros.
A leitura das imagens
proporciona aos alunos a construção de relações entre gravuras contidas nas
cartas de baralho. Como consequência dessa aprendizagem, o texto produzido pode
apresentar um significado lógico e coerente serão as noções de sequência, de
tempo, de espaço e de simultaneidade da narrativa.
A atividade que sugerimos a
seguir é uma técnica a ser utilizada em sala de aula que pode levar os alunos
ao desenvolvimento da criatividade, da linguagem oral e escrita e ao
posicionamento critico na leitura de textos ou de qualquer material escrito.
Sequência Didática
Tema:
Baralhos Criativos
Habilidades
·
Observação, percepções espaço temporais,
associação de ideias, análise, crítica e criação.
Materiais
·
Folhas de cartolina de cores diferentes
recortadas do tamanho de cartas de baralho;
·
Revistas velhas ou outros materiais ou outros
materiais que contenham gravuras bem diversificadas;
·
Cola, tesoura, lápis preto e de cor.
Procedimentos
Primeiro
passo: recortas folhas de cartolina quantos forem os baralhos
a serem confeccionados. Cada baralho será de uma cor e terá de 20 a 30 cartas.
Segundo
passo: procurar em revistas velhas ou outros materiais, gravuras
de pessoas, objetos, animais, flores, frutos, cenas representativas de festas,
de brincadeiras, etc.
Terceiro
passo: recortar as gravuras de tamanho menor que o das cartas
e colar uma gravura em cada carta, formando vários e diferentes baralhos.
Observação: os baralhos
devem ser confeccionados pelos alunos contando com a colaboração do professor.
Os alunos podem fazer
desenhos em papel branco para colar nas cartas.
Como
jogar:
1 - Organizar a turma de
alunos em pequenos grupos(4 a 5 crianças). Podem ser utilizadas entre 10 a 15
cartas de baralho. A medida que os alunos vão dominando o modo de jogar o
número de cartas vai sendo aumentado.
2 – Escolher um líder e um
secretário do grupo.
3 – Distribuir um baralho
para cada líder orientando-o organizar o
baralho sobre a classe, uma carta ao lado da outra, com as gravuras voltadas
para baixo.
4 – Explicar como se
desenvolverá a atividade:
·
O aluno a direita do líder escolhe uma carta
do baralho, vira-a, observa com muita atenção, depois inicia uma narrativa;
·
O secretário anota o que o colega disser;
·
Os demais componentes do grupo agirão do
mesmo modo, porém continuam a história iniciada pelo primeiro colega e assim
por diante;
·
O líder do grupo deverá pegar sempre a última
carta, devendo concluir a narrativa;
·
O secretário, tendo anotado tudo o que foi
dito, lê a história para o grupo que pode fazer as alterações que julgar
necessárias;
·
O grupo, ao final escolhe um título para a
história.
5 – Terminada a tarefa o
professor solicita que cada grupo leia sua história para os demais colegas,
oportunizando, depois uma análise apreciação das histórias criadas.
Fonte: Revista do Professor, Porto Alegre 17(66): 23-29, abr./jun. 2001
